procedimentos anatomopatologicos
Procedimentos anatomopatológicos
Tipos de exame: exame anatomopatológico, exame citopatológico, imunohistoquímica, imunofluorescência,
punção aspirativa por agulha fina, exame transoperatório de congelação, necropsia.
Encaminhamento de exames: cuidados com identificação (nome completo no corpo do recipiente),
requisição médica (com adequada identificação do material, fornecendo dados clínicos), armazenamento de
materiais (formol - tecidos, material para anatomopatológico [idealmente 20x o volume da peça, com fixação
por 8 horas]; álcool e fixadores - exame citopatológico).
Exame anatomopatológico: exame macro e microscópico das peças cirúrgicas ou biópsias. Selecionado um
fragmento do material para processamento.
❖Processamento químico: fixado em formalina, desidratado, clarificado e emblocado em parafina.
❖Material é cortado em fatias translúcidas.
Exame citopatológico: raspado/aspirado de células. Passa por fixação, coloração (Papanicolau na maioria
dos esfregaços) e exame da lâmina para diagnóstico citopatológico (células soltas). Muitas limitações, mas
mais barato e mais rápido que um exame anatomopatológico.
❖Ex: exame preventivo de câncer de colo uterino, lavado broncoalveolar, líquidos corporais (ascite, LCR).
❖Fluidos com estrato proteico não necessitam de fixação. Fluidos de baixo teor proteico necessitam de
pré-fixador (álcool 40) para armazenamento durante transporte (ex: urina, líquor).
Imunohistoquímica: utilização de anticorpos monoclonais para identificação de antígenos de superfície ou
produtos celulares. Exame complementar ao anatomopatológico.
❖Premissas para adequada realização de IQM: indicação correta (dúvida diagnóstica, complementação
de prognóstico), ciência das limitações do método, conhecimento do contexto clínico-patológico, correta
seleção e interpretação dos anticorpos, protocolo de padronização da técnica.
❖Etapas: seleção de anticorpos utilizados, corte histológico e emblocamento em parafina, reação
antígeno-anticorpo em cima do corte histológico. Revelação com corante específico (marrom).
❖Indicações: diagnóstico de tumores indiferenciados (mesenquimal, epitelial, inflamatório, neoplásico),
caracterização de sítios metastáticos (marcadores tumorais), subclassificação de neoplasias (linfomas),
avaliação prognóstica e terapêutica (mama, GIST), identificação de agentes infecciosos (ex: colite por
CMV).
❖Limitações: não existem marcadores perfeitos, nem 100% específicos. Problemas relacionados à
fixação do material (autólise, formalina não tamponada, destruição de antígenos). Nem tudo que é
marrom é positivo (melanina, hemossiderina). Necessidade de interpretação e conhecimento dos
padrões de reatividade dos anticorpos.
Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): procedimento simples, pouco doloroso, de alta acurácia (por
profissionais experientes), baixo custo e com rápido resultado. Método de coleta de citologia.
❖Etapas: punção da lesão (agulha acoplada à seringa 10-15 mL), pistola, aspirado de células soltas/
fluido, colocação em lâmina histológica (fixação e coloração [geralmente Giemsa para tireoide]).
❖Punciona-se por 5-10 segundos, com visualização do aspirado antes da retirada da agulha e aplicação
de pressão local.
❖Útil em nódulos sólidos ou císticos, palpáveis ou não (porém acessíveis para punção). Em lesões não
palpáveis, indica-se PAAF guiada por US/TC.
❖Principais indicações: nódulos de tireoide, nódulos de mama, lesões cervicais (massas linfonodais -
possível metástase). Para melhor acurácia, indica-se 4-6 punções no nódulo.
- Não se indica PAAF ou biópsia para diagnóstico de linfoma (necessidade de arquitetura nodal;
indicação de exérese do linfonodo para confirmação).
❖Contraindicações (precauções): crianças, alterações de coagulação, dificuldade de posicionamento,
nódulos menores que 0.6 cm.
❖Complicações: hemorragia, hematoma local, punção de estruturas adjacentes (traqueia, nervo).
EDUARDO MORAIS EVERLING - AD2018 !48
❖Resultados: material inadequado para diagnóstico, material acelular/hemorrágico/dessecado, negativo
para malignidade, positivo para células malignas (carcinoma, adenocarcinoma).
Exame transoperatório de congelação: realizado durante a cirurgia. Fragmento de tecido é congelado,
cortado e corado em cerca de 5 minutos. Objetiva o diagnóstico e definição de conduta durante a cirurgia.
Método apresenta limitações técnicas. Informações clínicas e comunicação com o cirurgião são importantes.
❖Corte: micrótomo manual (portátil, menor custo e menor qualidade técnica; congelação com CO2),
criostato (maior custo, maior qualidade técnica; congelação com nitrogênio líquido).
❖Coloração: azul de toluidina (60 segundos; corante único, mais rápido e de menor precisão, com
descarte posterior), HE rápido (bateria de coloração HE em 2.5 minutos; montagem de lâmina similar à
parafinada, com melhor visualização e possibilidade de arquivamento do material).
❖Indicações precisas: alteração da conduta cirúrgica, ampliação de margens cirúrgicas, definição de
malignidade, verificação de adequabilidade diagnóstica do material.
❖Contraindicações: material escasso, suspeitas diagnósticas como linfoma, doenças inflamatórias e
situações onde o tratamento é clínico.
Necropsia: exame médico-legal (em morte violenta - homicídio, suicídio, acidente), clínico ou
anatomopatológico.
❖Código Penal Brasileiro, Art. 162 -> exame realizado 6 horas pós-morte, salvo exceções, em ambiente
hospitalar, baixo custo e pacientes sem diagnóstico, com o objetivo principal de identificar a causa de
morte.
❖Importância: controle de qualidade de diagnóstico e tratamento da equipe médica; fonte de informação
para a secretaria da saúde, influenciado nas políticas públicas de saúde; material de ensino médico e de
pesquisa; reconhecimento de novos padrões de lesões/novas doenças/apresentações atípicas; estudo
dos efeitos de tratamento empregado.
Tipos de exame: exame anatomopatológico, exame citopatológico, imunohistoquímica, imunofluorescência,
punção aspirativa por agulha fina, exame transoperatório de congelação, necropsia.
Encaminhamento de exames: cuidados com identificação (nome completo no corpo do recipiente),
requisição médica (com adequada identificação do material, fornecendo dados clínicos), armazenamento de
materiais (formol - tecidos, material para anatomopatológico [idealmente 20x o volume da peça, com fixação
por 8 horas]; álcool e fixadores - exame citopatológico).
Exame anatomopatológico: exame macro e microscópico das peças cirúrgicas ou biópsias. Selecionado um
fragmento do material para processamento.
❖Processamento químico: fixado em formalina, desidratado, clarificado e emblocado em parafina.
❖Material é cortado em fatias translúcidas.
Exame citopatológico: raspado/aspirado de células. Passa por fixação, coloração (Papanicolau na maioria
dos esfregaços) e exame da lâmina para diagnóstico citopatológico (células soltas). Muitas limitações, mas
mais barato e mais rápido que um exame anatomopatológico.
❖Ex: exame preventivo de câncer de colo uterino, lavado broncoalveolar, líquidos corporais (ascite, LCR).
❖Fluidos com estrato proteico não necessitam de fixação. Fluidos de baixo teor proteico necessitam de
pré-fixador (álcool 40) para armazenamento durante transporte (ex: urina, líquor).
Imunohistoquímica: utilização de anticorpos monoclonais para identificação de antígenos de superfície ou
produtos celulares. Exame complementar ao anatomopatológico.
❖Premissas para adequada realização de IQM: indicação correta (dúvida diagnóstica, complementação
de prognóstico), ciência das limitações do método, conhecimento do contexto clínico-patológico, correta
seleção e interpretação dos anticorpos, protocolo de padronização da técnica.
❖Etapas: seleção de anticorpos utilizados, corte histológico e emblocamento em parafina, reação
antígeno-anticorpo em cima do corte histológico. Revelação com corante específico (marrom).
❖Indicações: diagnóstico de tumores indiferenciados (mesenquimal, epitelial, inflamatório, neoplásico),
caracterização de sítios metastáticos (marcadores tumorais), subclassificação de neoplasias (linfomas),
avaliação prognóstica e terapêutica (mama, GIST), identificação de agentes infecciosos (ex: colite por
CMV).
❖Limitações: não existem marcadores perfeitos, nem 100% específicos. Problemas relacionados à
fixação do material (autólise, formalina não tamponada, destruição de antígenos). Nem tudo que é
marrom é positivo (melanina, hemossiderina). Necessidade de interpretação e conhecimento dos
padrões de reatividade dos anticorpos.
Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): procedimento simples, pouco doloroso, de alta acurácia (por
profissionais experientes), baixo custo e com rápido resultado. Método de coleta de citologia.
❖Etapas: punção da lesão (agulha acoplada à seringa 10-15 mL), pistola, aspirado de células soltas/
fluido, colocação em lâmina histológica (fixação e coloração [geralmente Giemsa para tireoide]).
❖Punciona-se por 5-10 segundos, com visualização do aspirado antes da retirada da agulha e aplicação
de pressão local.
❖Útil em nódulos sólidos ou císticos, palpáveis ou não (porém acessíveis para punção). Em lesões não
palpáveis, indica-se PAAF guiada por US/TC.
❖Principais indicações: nódulos de tireoide, nódulos de mama, lesões cervicais (massas linfonodais -
possível metástase). Para melhor acurácia, indica-se 4-6 punções no nódulo.
- Não se indica PAAF ou biópsia para diagnóstico de linfoma (necessidade de arquitetura nodal;
indicação de exérese do linfonodo para confirmação).
❖Contraindicações (precauções): crianças, alterações de coagulação, dificuldade de posicionamento,
nódulos menores que 0.6 cm.
❖Complicações: hemorragia, hematoma local, punção de estruturas adjacentes (traqueia, nervo).
EDUARDO MORAIS EVERLING - AD2018 !48
❖Resultados: material inadequado para diagnóstico, material acelular/hemorrágico/dessecado, negativo
para malignidade, positivo para células malignas (carcinoma, adenocarcinoma).
Exame transoperatório de congelação: realizado durante a cirurgia. Fragmento de tecido é congelado,
cortado e corado em cerca de 5 minutos. Objetiva o diagnóstico e definição de conduta durante a cirurgia.
Método apresenta limitações técnicas. Informações clínicas e comunicação com o cirurgião são importantes.
❖Corte: micrótomo manual (portátil, menor custo e menor qualidade técnica; congelação com CO2),
criostato (maior custo, maior qualidade técnica; congelação com nitrogênio líquido).
❖Coloração: azul de toluidina (60 segundos; corante único, mais rápido e de menor precisão, com
descarte posterior), HE rápido (bateria de coloração HE em 2.5 minutos; montagem de lâmina similar à
parafinada, com melhor visualização e possibilidade de arquivamento do material).
❖Indicações precisas: alteração da conduta cirúrgica, ampliação de margens cirúrgicas, definição de
malignidade, verificação de adequabilidade diagnóstica do material.
❖Contraindicações: material escasso, suspeitas diagnósticas como linfoma, doenças inflamatórias e
situações onde o tratamento é clínico.
Necropsia: exame médico-legal (em morte violenta - homicídio, suicídio, acidente), clínico ou
anatomopatológico.
❖Código Penal Brasileiro, Art. 162 -> exame realizado 6 horas pós-morte, salvo exceções, em ambiente
hospitalar, baixo custo e pacientes sem diagnóstico, com o objetivo principal de identificar a causa de
morte.
❖Importância: controle de qualidade de diagnóstico e tratamento da equipe médica; fonte de informação
para a secretaria da saúde, influenciado nas políticas públicas de saúde; material de ensino médico e de
pesquisa; reconhecimento de novos padrões de lesões/novas doenças/apresentações atípicas; estudo
dos efeitos de tratamento empregado.
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